sexta-feira, abril 16, 2010

A Grande Muralha da China



A pedido de algumas pessoas no dia da apresentação, resolvi postar alguma coisa sobre a muralha da china.

Ela foi criada para proteger a fronteira norte do Império Chinês de invasores de tribos nômades oriundos da Mongólia e da Manchúria. A Grande Muralha da China é, na verdade, uma série de muralhas cuja construção começou no século 5 a.C. e que foram unidas pela primeira vez no reinado de Qin Shi Huang, por volta de 220 a. C.


Achava-se que a Grande Muralha tinha cerca de 5 mil quilômetros. Porém, cerca de dois anos de pesquisa, conduzida pela Administração Estatal de Patrimônio Cultural e pela Administração Estatal de Topografia e Cartografia, utilizando-se de tecnologias GPS e infravermelho para localizar algumas áreas que haviam sido ocultadas ao longo do tempo pela ação de tempestades de areia, informou à agência estatal chinesa que a Grande Muralha tem 8.850 quilômetros de comprimento.

Atualmente, a Grande Muralha é um patrimônio mundial da humanidade declarada pela Unesco em 1987. Deste importante ícone no turismo chinês, apenas 3km foram restaurados e a circulação de turistas é permitida apenas em alguns pontos. Longe de Pequim torres da Muralha são usadas como lanchonetes, e em alguns casos, o turista é conduzido até o topo das torres de teleférico e de lá desce por um tobogã. Mais para o interior, camponeses utilizam os blocos com mais de dois mil anos para construção de suas residências.

Um ícone do poder e saber antigo, que foi construído para a proteção do povo chinês, hoje tem que se proteger dos próprios criadores, para sua preservação.





Referências Bibliográficas:

Discovery Channel Brasil - A Grande Muralha da China

Folha Online: Turismo - Grande Muralha da China Desafia e Empolga Atletas

BBC Brasil: Grande Muralha da China é maior do que se pensava, diz pesquisa

Brasil Escola - Muralha da China


quinta-feira, abril 15, 2010

Apresentação: um sucesso!

Ontem, 14/04, apresentamos a rodada inicial do nosso trabalho, onde falamos tudo o que estava rolando aqui no blog e como entrada da apresentação, foi passado um mini-filme de 6 minutos, onde foi feita uma entrevista no bairro Jaraguá, no morro Doce. Abaixo, o vídeo na íntegra, para quem não conseguiu ver ou escutar muito bem.


A apresentação, aparentemente, foi um sucesso e agredecemos à professora e a todos da sala que gostaram da apresentação e parabéns a todos os grupos que foram lá e fizeram o possível pra conseguir expor tudo o que tinha que por levando em conta toda a carga pesada que a universidade exige além dessa disciplina!

Primeiramente, sobre os comentários feitos pelo blog "Rivalidade no Futebol", a gente combinou de acatar bastante, principalmente no fato de deixarmos mais claro nossas opiniões subjetivas e tentar colocar um pouco mais de base histórica. A gente agradece pelos comentários e críticas!

O pessoal do blog da Divulgação Científica, mandou dois bilhetes ao término da apresentação. O primeiro sugeria um documentário ao redor de São Caetano, lugar de fácil acesso por ser na região do ABC e que não possui favelas, porém possui uma grande concentração destas ao redor da cidade. A dica foi acatada e estamos discutindo em ir lá sim! É uma idéia muito viável e boa! Obrigado!

O segundo bilhete sugeria que lêssemos "O menino do pijama listrado" de John Boyne, onde era claramente vista a idéia de "muro", "divisão" na cerca que isola o campo de concentração nazista. Sobre isso, a gente pesquisou e vimos que tem um filme baseado neste livro. O que o grupo está disposto a fazer é ver este filme e talvez ler o livro por curiosidade futuramente. Valeu pela sugestão também!

Enfim, eu particularmente queria falar que tiveram grupos muito bons, tão bons quanto o nosso, e outros que não ficou tão bom mais pelo quesito "timidêz". Acredito que a maioria das pessoas tinham claramente bem desenvolvida uma opinião e idéias para expôr, mas, por falta de experiência de falar em público ou outros motivos, acabaram não conseguindo falar tudo o que tinham pra falar.

terça-feira, abril 13, 2010

O Muro na Favela da Maré (RJ)


Observei, na segunda feira (12/04) uma notícia na televisão de um catador que está protestando sobre um muro que está sendo criado na favela da Maré.


Para quem não sabe, desde 2003 foi colocada em pauta a criação de um muro ao redor da Linha Vermelha, justamente nos trechos em que essas pistas cortam diversas comunidades populares, com a alegação de que a obra vai proteger da poluição sonora os moradores desses locais.
Abaixo há um vídeo do youtube, uma espécie de documentário, com algumas observações e algumas críticas feito pelas pessoas que residem ali na comunidade:



Sobre este assunto ainda, achei um artigo de 2006 feito por Cláudio Rezende Ribeiro, O Muro da Maré, que retrata bem a problematização do que está ocorrendo nessa comunidade. Como ele cita na página 70 deste artigo:

"Considera-se tal manifestação como uma concretização de um rumo perverso que pode se tornar a luta pelo direito à vizinhança. Neste caso, um discurso em nome de um suposto risco que afetaria toda a sociedade, a violência, traz a conseqüência imediata da separação entre as classes que freqüentam o mesmo território, revelando um interessante paradoxo posto que, ao se isolar a comunidade mareense com um muro, pode-se apreender que, na verdade, as maiores vítimas reais do risco violento não serão as supostas “protegidas” pela barreira de concreto, mas as que permanecerão em seu interior, porque, além da violência simbólica da separação, ficarão enclausuradas em áreas detentoras de um violento cotidiano bem mais grave que o dos outros, os do “lado de fora”."


Sobre o protesto:
Luiz Bispo, um catador, fez um protesto na Linha Vermelha dentro de uma gaiola suspensa, contra o muro de acrílico que está sendo erguido no conjunto das favelas da Maré. Ele foi vestido de presidiário, levou um penico, comida e cobertor.

“É uma contradição eles quererem paz no Oriente Médio, unindo palestinos e judeus, e, ao mesmo tempo, construírem esse muro. Esse muro da Maré é o apartheid. Além disso, é uma vergonha uma comunidade não ter pediatra nem ortopedista”, explicou Luiz, que está desde às 8h30 desta segunda-feira (12) na gaiola, onde ele pretende ficar pelo menos mais 30 dias. Segundo ele, a Unidade de Pronto Atendimento da Maré está sem médicos.

O que este senhor disse é de se questionar, pois o projeto estima o gasto de 4 milhões de reais para a construção do muro, algo que pode talvez ser menos importante que o gasto com medicamentos e saúde.